Estado de SP reúne programas e serviços de convivência e proteção social para pessoas idosas

30/09/2026   17h14

Saiba como acessar iniciativas coordenadas pela SEDS no Dia Nacional da Pessoa Idosa, lembrado em 1º de outubro

 

O Dia Nacional da Pessoa Idosa, lembrado em 1º de outubro, data que também é celebrada internacionalmente pela ONU, convida ao reconhecimento das trajetórias, das experiências e das contribuições das pessoas com 60 anos ou mais. A data também chama a atenção para a garantia de direitos, autonomia, dignidade e qualidade de vida, além de estimular uma reflexão sobre o envelhecimento de forma inclusiva, com participação social e combate ao preconceito etário, responsabilidades de toda a sociedade.

Nesse contexto, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) coordena e integra programas e serviços voltados à segurança alimentar, à convivência, à moradia assistida e à proteção social da população idosa. Confira como funcionam e como acessar.

Vivaleite: segurança alimentar

O Projeto Vivaleite promove a segurança alimentar e nutricional de pessoas em situação de vulnerabilidade, por meio da distribuição gratuita de leite. De janeiro de 2023 a agosto de 2026, o projeto atendeu mais de 4,5 milhões de pessoas idosas, com distribuição de mais de 67,3 milhões de litros de leite e investimento superior a R$ 354,9 milhões.

Para solicitar o benefício, a pessoa interessada deve procurar o CRAS mais próximo da residência, com um documento pessoal (CPF ou RG), para atualizar os dados ou realizar a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), requisito para acessar programas socioassistenciais como o Vivaleite. É importante confirmar no CRAS quais documentos são exigidos, já que alguns municípios pedem também certidão de nascimento e carteira de vacinação, quando há criança beneficiária na família.

Em seguida, é necessário dirigir-se à prefeitura ou a uma entidade social parceira, responsável pela distribuição do leite. A entidade mais próxima da residência pode ser consultada no mapa geolocalizador do programa. No interior, no litoral e na Região Metropolitana, são 3.850 pontos de entrega administrados pelas prefeituras. Na capital paulista e em Santo André, são 785 entidades sociais voluntárias.

São Paulo Amigo do Idoso: envelhecimento ativo

O programa São Paulo Amigo do Idoso articula políticas públicas de garantia de direitos e de promoção do envelhecimento ativo, com base em seus quatro pilares: participação, saúde, proteção e educação. A iniciativa reúne 13 Secretarias de Estado, o Fundo Social de São Paulo e o Conselho Estadual do Idoso, sob coordenação da SEDS.

Entre as ações do programa estão os Centros de Convivência do Idoso, com 120 unidades implantadas, que oferecem atividades voltadas ao envelhecimento saudável, à autonomia, à sociabilidade e à prevenção de situações de risco social. Podem frequentar pessoas com 60 anos ou mais.

Há ainda 70 Centros Dia do Idoso. Esses equipamentos atuam na prevenção de riscos pessoais e sociais, evitam o isolamento e a institucionalização e fortalecem os vínculos familiares.

O Selo Paulista da Longevidade certifica municípios que adotam boas práticas voltadas às pessoas idosas, conforme critérios da Comissão Intersecretarial do Programa. O selo orienta os municípios na estruturação de ações que ampliem a qualidade de vida nos territórios. Atualmente, 302 municípios são certificados: 265 no nível inicial, 30 no intermediário e 7 no pleno.

Programa Vida Longa: moradia assistida

Instituído em 2009 como Vila Dignidade, o programa foi reformulado pelo Decreto nº 64.509, de 1º de outubro de 2019, e passou a se chamar Vida Longa. O objetivo é implantar equipamentos comunitários de moradia assistida e gratuita, com serviço de acolhimento em república, para pessoas com 60 anos ou mais que vivem sozinhas ou têm vínculos familiares fragilizados, são independentes para as atividades da vida diária, estão em situação de vulnerabilidade e risco social e têm renda mensal de até dois salários mínimos.

A ação é conjunta entre a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a SEDS, em articulação com os municípios interessados. O novo modelo busca ampliar a socialização entre os moradores e resgatar a lógica de comunidade.

As unidades são autônomas e projetadas segundo o Desenho Universal, com barras de apoio, louças sanitárias e pias em altura adequada, portas e corredores mais largos, interruptores em altura e quantidade ideais, rampas e pisos antiderrapantes. As áreas comuns também têm recursos de acessibilidade. Os condomínios são horizontais, com no máximo 28 unidades, e contam com Centro de Convívio para as atividades do projeto social, além de áreas externas com horta, espaço para refeições coletivas e áreas sombreadas.

As prefeituras participantes selecionam os moradores conforme os critérios do programa, doam os terrenos e ficam responsáveis pela gestão e manutenção do serviço após a conclusão das obras. O investimento da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação na construção é a fundo perdido.

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