Coleta de dados do Censo enfrenta recusa de moradores

11/09/2022 14h33

Além de elevado índice de domicílios sem nenhum morador, recenseadores enfrentam recusa de 5% dos moradores visitados em responder ao questionário

Resistência e dificuldade em localizar moradores já representam prejuízo ao trabalho de coleta de dados do Censo em Adamantina

Segundo coordenador de área do Censo em Adamantina, em 15% dos domicílios visitados pelos recenseadores nenhum morador foi encontrado e em 5% há recusa

Depois de dois anos de atraso em razão da pandemia e da falta de orçamento, o Censo Demográfico começou a ser realizado no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas as coletas domiciliares, que devem acontecer até o final de outubro, ainda enfrentam resistência por parte da população.

Apesar de obrigatória por lei, parte dos moradores ainda se recusam a participar do Censo de forma cívica, informando os dados aos agentes uniformizados e identificados. Segundo o coordenador de área do Censo Demográfico em Adamantina, Rubens Paulo de Lázari Pastana, 33 recenseadores atuam diretamente nas visitas domiciliares no município de Adamantina, divididos em 107 setores, no perímetro urbano e zona rural.

Desde o dia 1 de agosto, quando foi iniciada a fase de coleta de dados, segundo Pastana, já foram visitados aproximadamente 40% dos domicílios do município, dos quais em cerca de 15% os recenseadores não conseguiram encontrar o morador. “Nesses domicílios foi deixado um recado com o telefone do recenseador para que o morador entre em contato e, assim, possa prestar as informações”, destacou.

Além da ausência de moradores, outro fator que tem dificultado o trabalho de coleta de dados é a recusas em atender aos recenseadores, o que corresponde a aproximadamente 5% dos domicílios já visitados. “Temos sim encontrado grandes dificuldades na coleta dos dados, seja tanto pela negativa em atender aos recenseadores, que se caracteriza como recusa, seja também naqueles domicílios onde os moradores ficam fora o dia todo. Nesses casos deixamos aviso, mas não temos recebido o retorno do morador”, salienta.

A resistência é notada em diversas partes do país, vem sendo motivada por três fatores. O maior é ideológico, que por acreditarem que os dados possam contribuir ou prejudicar um ou outro político de preferência preferem se abster de responder. O segundo é social, por medo de estarem sendo vítimas de algum golpe, em que estes dados serão utilizados para um futuro crime contra eles. O terceiro é apenas por desobediência civil, por se acharem no direito de não participar de nada.

Segundo o IBGE, um setor não é encerrado até que todos os domicílios sejam registrados e todos os dados coletados são sigilosos e de uso exclusivo do instituto, sem que ocorra qualquer compartilhamento com outros órgãos do governo ou fora dele.

De acordo com a Lei nº 5.534 de 14 de novembro de 1968 e com o Decreto nº 73.177, de 20 de novembro de 1973, toda pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, é obrigada a prestar as informações solicitadas pelo IBGE. A lei também assegura o sigilo das informações prestadas.

Segurança
Durante o Censo 2022, todos os recenseadores estarão uniformizados, de colete e boné, inclusive com crachá constando o telefone do IBGE. Se a pessoa não se sentir segura com a abordagem, pode fazer contato pelo telefone 0800 721 8181 e certificar se o recenseador integra a equipe do IBGE.

Importância
Realizado a cada período de 10 anos, o Censo Demográfico tem como objetivo levantar dados amplos e confiáveis sobre diversos aspectos da vida dos brasileiros. De acordo com o IBGE, os resultados do levantamento revelam as tendências e os parâmetros sobre nascimentos, mortes e migração, indispensáveis para a elaboração de projeções, estimativas populacionais e políticas públicas específicas.

O censo é, também, a única fonte de referência nacional para o conhecimento das condições de vida da população em todos os municípios, com detalhamento por divisões administrativas de cada prefeitura e, ainda, por áreas urbanas e rurais.

Everton Santos
Jornalista
Jornal Diário do Oeste

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