Construindo um novo modelo de educação para jovens de SP

Por: Mauro Bragato


A suspensão das aulas presenciais causada pela pandemia da Covid – 19, fez com que o sistema de educação do país ligasse o sinal de alerta para uma tendência iminente: a evasão escolar. Em março deste ano, quando começou a quarentena no Brasil, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) realizou a primeira contagem global da situação educacional impactada pelo novo coronavírus e registrou quase 300 milhões de alunos afetados em 22 países de três continentes. De lá para cá, esse número só aumentou.

São Paulo, que tem a maior rede pública de ensino do Brasil, sentiu a necessidade de criar novos estímulos e largou na frente na busca de soluções.

Ao reformular o currículo para o ensino médio – além de ser o primeiro Estado do Brasil a fazer isso – São Paulo começa a construir uma escola que dialoga com realidade atual da juventude, que se adapta às necessidades dos estudantes e os prepara para viver em sociedade e enfrentar os desafios de um mercado de trabalho dinâmico. O novo currículo terá 12 opções de cursos, os itinerários formativos, e permitirá aos alunos escolher as disciplinas com as que mais se identifiquem.

Tentativa de corrigir problemas latentes. É fato que fora da sala de aula os estudantes sofreram efeitos da quarentena até na saúde mental, como o isolamento, o medo de infecção, as incertezas quanto aos recursos financeiros, a falta de informação adequada e, ainda, o convívio prolongado em um ambiente doméstico por vezes tóxico. Isso tudo, somado à violência e abuso, tem impulsionado os jovens a abandonarem os estudos.

A previsão é que o currículo seja implementado progressivamente: ao alunos da 1ª série do ensino médio já em 2021: em 2022, para os estudantes da 2ª série: e posteriormente, para a 3ª série no ano de 2023.

O currículo está alinhado à BNCC (Base Nacional Comum Curricular) do ensino médio, que lançou diretrizes gerais para flexibilizar disciplinas e sua grade, permitindo que as escolas se adaptem às preferências e realidades vividas pelos jovens.

É o primeiro passo de uma longa caminhada para uma nova realidade. Mas para obter sucesso, é preciso unir poder público, sociedade civil e educadores para superar a adversidade da evasão e manter os jovens nas escolas, especialmente aqueles estudantes que já trabalham e, ao mesmo tempo, buscam o aperfeiçoamento para avançar na vida profissional.

 

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