Exportações de caqui em SP crescem e ganham destaque na Europa e América do Norte

21/05/2025 16h34

Em 2024, a produção paulista da fruta foi de 71,5 mil toneladas e exportou mais de US$ 805 mil, com um crescimento de 31%


Os principais destinos de envio do caqui paulista, em 2024, foram para o Canadá (68,7 t), seguido pelos Países Baixos (64,4 t) e pelos Estados Unidos (40,4 t)

  • Agência SP
  • Publicado em 21/05/2025 – 10:41

Responsável por metade da produção nacional de caqui, o estado de São Paulo também é referência nas exportações. De acordo com os dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), em 2024, foram produzidas mais de 71,5 mil toneladas. Já no cenário internacional, o envio da fruta ao comércio exterior teve um crescimento financeiro de 31,3% em relação ao ano anterior, passando de US$ 613 mil em 2023 para US$ 805 mil. Enquanto isso, somente no primeiro trimestre deste ano, o faturamento já contabiliza cerca de US$ 196 mil.

Um dos motivos que explica o aumento da receita está relacionado diretamente à disparada do dólar frente ao real. Em dezembro do ano passado, a moeda norte-americana bateu recorde histórico, chegando à marca de R$ 6,30. “O produtor rural que exporta a fruta acaba se beneficiando, já que o dólar é utilizado como câmbio na comercialização. A variação da moeda, no período, foi positiva em 27,3% no ano, o que favoreceu a receita das exportações de caqui, uma vez que os aumentos foram, além dos valores, também de 24,6% nas quantidades embarcadas da fruta”, ressaltou a pesquisadora do IEA, Marli Mascarenhas.

Os principais destinos de envio do caqui paulista, em 2024, foram para o Canadá (68,7 t), seguido pelos Países Baixos (64,4 t) e pelos Estados Unidos (40,4 t), respectivamente. “Graças ao porto de Roterdã, porta de entrada estratégica do agro brasileiro na Europa, os Países Baixos formam um dos principais destinos para as frutas produzidas no Brasil. Ficamos contentes em saber que o caqui está tendo uma aceitação cada vez maior na Europa, uma vez que não se trata de uma fruta tradicionalmente importada”, disse o assessor do Departamento Agrícola da Embaixada dos Países Baixos em Brasília, Ramon Gerrits.

O município de Mogi das Cruzes, localizado no Alto Tietê, é considerado como a “Terra do Caqui”, com uma área de 1.484 hectares, em 468 propriedades onde se cultivam as variedades Fuyu, Giombo e Rama Forte, com uma produção estimada em cerca de 50 mil toneladas. Já a cidade de Pilar do Sul, na região de Sorocaba, se destaca na exportação da fruta.

Fundada em 2014, a Cooperativa Agroindustrial APPC comercializa diversos produtos agrícolas, inclusive o caqui Fuyu e o Rama Forte. “Com foco na qualidade, exportamos para diversos mercados internacionais, incluindo Canadá, países da Europa (Suíça, Espanha, Inglaterra, Portugal e Países Baixos) e Nações do Oriente Médio”, destacou o diretor-geral de comunicação da APPC, Felipe Reis.

Para o diretor da cooperativa, o aumento da moeda americana proporcionou um rendimento financeiro significativo aos exportadores. “A valorização do dólar contribuiu para o aumento do faturamento nas exportações, o que nos permitiu oferecer uma remuneração mais justa aos produtores. Isso se tornou um importante incentivo para que continuem investindo na produção de frutas com alto padrão de qualidade”, frisou Felipe Reis.

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