Secretaria de Logística autoriza escolta credenciada para o transporte de carga
16/12/2020 17h37
Medida ao mesmo tempo agiliza escoamento de grandes carregamentos e libera a Polícia Rodoviária da função, o que melhora ainda mais a segurança nas estradas
A Secretaria de Logística e Transportes (SLT), por meio do DER, autoriza a escolta privada e credenciada para o escoamento de cargas nas rodovias paulistas. A decisão traz dois benefícios ao Estado de São Paulo: libera a Polícia Rodoviária da função, o que sobrecarregava a corporação, e agiliza o transporte cargas de grande porte que segue principalmente para o Porto de Santos. A portaria com a autorização foi publicada no Diário Oficial de 05 de dezembro de 2020.
A nova medida é mais uma iniciativa do Governo de SP para incrementar o desenvolvimento econômico do Estado, principalmente neste momento de crise provocado pela pandemia do coronavírus.
Antes da nova publicação, a portaria SUP/DER 070/12 tornava necessária a presença da Polícia Militar Rodoviária no acompanhamento do chamado transporte de carga indivisível –escoamento de grande porte que só pode ser levado num só veículo. Só de janeiro a novembro de 2020, foram 287 pedidos para este tipo de escolta. Agora, a iniciativa prevê que tal serviço possa ser executado somente por escoltas privadas devidamente credenciadas pela Polícia Rodoviária Federal e habilitadas pelo DER-SP para operarem na malha viária estadual paulista.
De acordo com o secretário João Octaviano Machado Neto, a mudança é positiva, pois evita que cargas que necessitam de acompanhamento fiquem paradas à espera da escolta policial. “Além de dar agilidade no escoamento da produção, a medida libera a Polícia Rodoviária para as atividades essenciais de segurança de nossas estradas, como fiscalização e policiamento”, afirmou. “A medida é mais uma ação do Governo João Doria para impulsionar a economia paulista”, completou.
Transporte de cargas
A escolta obrigatória em rodovias estaduais e concedidas é necessária para conjuntos transportadores com cargas indivisíveis com as seguintes especificações: maior ou igual a 100 toneladas, largura maior ou igual a 4,50 metros, altura maior ou igual a 5,30 metros, e comprimento maior ou igual a 35 metros.
Para que o tráfego destes veículos seja permitido, o DER emite as AETs (Autorizações Especiais de Tráfego), que podem ser solicitadas por meio do site www.der.sp.gov.br, e também de forma presencial, com agendamento, na sede do órgão, na capital paulista.
Nova matriz logística de SP
O DER também estuda outra medida para melhorar o fluxo de caminhões rumo ao Porto de Santos, o maior da América Latina, pela rodovia Anchieta (SP 150). Para isso, outra portaria do Departamento deve liberar a passagem de caminhões maiores do que 26 metros na descida da serra, aumentando o escoamento da produção pelo Sistema Anchieta-Imigrantes.
Atualmente, a circulação de caminhões e de veículos de transporte coletivo com comprimento superior a 26 metros, entre os kms 40 e 55 da pista sul, é proibida. No mês passado, o DER, a Artesp e a concessionária Ecovias realizaram um teste para comprovar a viabilidade técnica do tráfego desse tipo de veículo.
Tanto esta iniciativa quanto a nova portaria publicada neste sábado preveem grande benefício logístico para o transporte de carga. Além de ser o maior da América Latina, o porto de Santos tem importância vital na economia não apenas de São Paulo, como de todo o país. Por ele, passa boa parte do PIB nacional.
A nova portaria e o estudo do DER na rodovia Anchieta fazem parte do planejamento para a implantação de uma nova matriz de logística no Estado, que ofereça modelos mais eficientes, e garanta, assim, corredores logísticos espalhados pelo Estado que favoreçam o trânsito de cargas e mercadorias, com maior agilidade e segurança. “Buscamos uma cadeia logística eficiente focada no crescimento econômico de São Paulo e do País. É o Governo de SP, através de um bom planejamento, viabilizando um escoamento inteligente de mercadorias. Esse trabalho ganha importância ainda maior em tempos de pandemia”, explica João Octaviano.
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Transportes