SP vai investir R$ 49,3 milhões para ampliar prática de esportes paralímpicos nas escolas estaduais

15/05/2025 16h48

A previsão é que o projeto seja implantado em 10 escolas ainda no primeiro semestre de 2025 e, em outras 65 unidades, no segundo semestre deste ano


A previsão é que as atividades, que contemplam as modalidades paralímpicas, sejam realizadas quatro vezes por semana

  • Agência SP
  • Publicado em 15/05/2025 – 11:23

O Governo do Estado vai investir R$ 49,3 milhões nos próximos 48 meses em uma iniciativa inédita para inclusão esportiva de alunos com deficiência matriculados na rede estadual de ensino. Por meio de uma parceria firmada entre a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), 75 unidades que integram o programa “Escolas Mais Inclusivas” terão atividades esportivas regulares destinadas aos estudantes com deficiência, formação de professores e até a descoberta de futuros atletas de alto rendimento.

Um termo de fomento, assinado pelo secretário de Educação, Renato Feder, e pelo presidente do CPB, José Antônio Ferreira Freire, e publicado na edição desta quinta-feira (15) do Diário Oficial do Estado, estabelece a criação de núcleos regulares de esporte paralímpico voltados a crianças e adolescentes com deficiência.

A previsão é que o projeto seja implantado em 10 escolas ainda no primeiro semestre de 2025 e, em outras 65 unidades, no segundo semestre deste ano. A lista inclui unidades de todas as regiões do estado.

“Estamos dando um passo histórico para garantir o direito dos estudantes com deficiência à prática esportiva qualificada, dentro do ambiente escolar. Essa medida visa, ainda, evitar a evasão escolar e promover o bem-estar físico e emocional desses estudantes”, afirma o secretário da Educação, Renato Feder.

A previsão é que as atividades, que contemplam as modalidades paralímpicas, sejam realizadas quatro vezes por semana, respeitando as limitações e potencialidades de cada aluno. A proposta visa não apenas ampliar o acesso ao esporte como ferramenta pedagógica e de inclusão, mas também descobrir e encaminhar talentos aos centros de referência paralímpicos, coordenados pelo CPB no estado.

O secretário Renato Feder conta que “a meta é atingir 100% dos alunos com deficiência interessados nas aulas e que estejam matriculados nas 75 escolas participantes e, ainda, realizar uma busca ativa a fim de trazer para as aulas estudantes com deficiência matriculados em escolas próximas. Entre os que tiverem interesse e desempenho nas aulas, o objetivo é encaminhar até 50% para os centros de treinamento do CPB, com foco na prática esportiva de rendimento.”

Equipamentos

As escolas selecionadas receberão equipamentos adaptados como bolas de golbol, mesas de tênis de mesa, redes de vôlei sentado, quimonos, raquetes e materiais para atletismo adaptado. A lista completa inclui mais de 30 tipos de equipamentos esportivos especializados.

Formação de professores

Nessas 75 escolas, cerca de 150 professores de educação física devem se envolver nas atividades e eles deverão, obrigatoriamente, participar das formações oferecidas pelo CPB. O CPB deve contratar, ainda, 150 estagiários de educação física para atuar nas 75 unidades, outros 28 supervisores devem acompanhar as formações — neste caso, a contratação é feita pelo CPB e o pagamento, via Secretaria, por meio do termo. A coordenação técnica fica a cargo do Comitê.

Além da formação dos professores que atuam diretamente nas 75 “Escolas Mais Inclusivas”, a Secretaria da Educação prevê formar ao menos 20% dos professores de educação física de toda a rede nas práticas de esportes paralímpicos.

Escolas Mais Inclusivas

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) implantou neste início de ano letivo o projeto piloto do programa Escolas Mais Inclusivas nas mesmas 75 unidades de ensino. O número cresceu e, atualmente, já são 108 unidades no programa.

Para implantação do projeto piloto do programa Escolas Mais Inclusivas, a Seduc-SP selecionou, em localidades estratégicas, unidades de ensino que serão centros de referência em boas práticas de educação inclusiva. O objetivo é promover discussões entre as equipes especializadas, promover diretrizes e tornar as mudanças mais claras para aplicação em toda a rede.

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