Ações humanas estão entre os principais motivos das ocorrências de incêndios florestais

01/07/2022 18h29

Em 2021, mais de 76% das 239 ocorrências tiveram como causa ações humanas que poderiam ter sido evitadas

Incêndios criminosos provenientes da queda de balão, uso irregular do fogo em atividades agropecuárias e o vandalismo estão entre os motivos que mais causam incêndios florestais em São Paulo, segundo dados do Painel Geoestatístico dos Incêndios Florestais em Unidades de Conservação e Áreas Protegidas publicado pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.

Em 2021, por exemplo, mais de 76% dos 239 focos tiveram como causa ações humanas que poderiam ter sido evitadas, que culminaram com a queima de mais de 12 mil hectares de mata, sendo 9.986 dentro das Unidades de Conservação- UCs e 2.893 nas zonas de amortecimento. Em 2022, das 14 ocorrências registradas até agora, maior parte também está relacionada ao uso irregular do fogo.

O incêndio florestal prejudica a vegetação e causa a morte de animais silvestres, além de aumentar a poluição do ar, diminuir a fertilidade do solo, oferecer risco de queimaduras, acidentes com vítimas e causarem problemas de saúde na população.

Importante ressaltar que fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios tanto florestais quanto urbanos é crime ambiental com pena de um a três anos de prisão ou multa.

Para prevenir as queimadas, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente promove até o mês de outubro uma campanha de conscientização com objetivo de alertar a população o perigo que essas atitudes podem causar.

As mensagens sobre os riscos, por exemplo, de jogar bitucas de cigarro na mata e soltar balões estão sendo divulgada nas redes sociais de todos os órgãos integrantes da Operação Corta-Fogo e também estão disponíveis ao público.

Para acessar, basta entrar no link, baixar o conteúdo digital e fazer a divulgação: http://bit.ly/materialcortafogo

A Operação Corta-Fogo

Em 2010, o estado de São Paulo instituiu o Sistema Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, que visa, dentre outras ações, a diminuir os focos de incêndio no estado e estimular o desenvolvimento de alternativas ao uso do fogo para o manejo agrícola, pastoril e florestal.

Esse sistema, chamado de Operação Corta-Fogo, é composto por diversos órgãos e desenvolve uma série de atividades de forma permanente, de acordo com as necessidades e priorizações que cada período exige, dentro de um cronograma ao longo do ano.

Fases da Corta-Fogo

Fase verde (janeiro a março, novembro e dezembro): essa fase é dividida em duas etapas. A primeira delas, de janeiro a março, é dedicada a atividades de planejamento e início das medidas de prevenção e preparação. No final do ano, é realizada uma avaliação da temporada de incêndios e são iniciados os preparativos para o ano seguinte.

Fase amarela (abril e maio): a fase amarela requer foco nas ações preventivas e de preparação para enfrentar os incêndios florestais. Nessa fase, as atividades de treinamento, capacitação, elaboração e revisão de planos preventivos e de contingência ganham prioridade.

Fase vermelha (de junho a outubro): nessa fase, as ações de combate ao fogo e de fiscalização repressiva são priorizadas e as estratégias de comunicação e campanhas preventivas ganham reforço.

Participam da operação

A Operação Corta-Fogo conta com o apoio de diversos órgãos estaduais como a Coordenadoria Estadual de Proteção Defesa Civil (CEPDEC), o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Ambiental, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e a Fundação Florestal (FF). A coordenação do sistema é realizada pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, por intermédio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade (CFB).  A articulação entre essas instituições ocorre por meio do Comitê Executivo, que tem como objetivo delinear ações integradas e complementares.

Para mais informações sobre o programa, acesse:

https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/cortafogo/

Assessoria de Imprensa
Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente

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