Fundo para pecuaristas garante resposta rápida a emergências sanitárias em SP
09/04/2026 16h22
Mecanismo do Governo de São Paulo protege produtor rural de impactos da febre aftosa no rebanho

São Paulo não apresenta casos de febre aftosa há 30 anos. Ainda assim, é preciso manter o status de livre da doença sem vacinação. Foto: Divulgação/Governo de SP.
- Agência SP
- Publicado em 09/04/2026 – 15:02
A partir de maio deste ano, o Estado de São Paulo contará com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), que vai agilizar respostas em casos de febre aftosa no rebanho. Com isso, os pecuaristas paulistas normalizam mais rapidamente as relações comerciais e atenuam impactos econômicos.
São Paulo não apresenta casos de febre aftosa há 30 anos. Ainda assim, é preciso manter o status de livre da doença sem vacinação – apenas com vigilância – para acessar mercados de ponta como Japão e Coreia do Sul.
“A criação do Fundesa-PEC representa um passo estratégico para fortalecer o sistema de defesa sanitária de São Paulo. Estamos estruturando um mecanismo que protege o produtor, garante capacidade de resposta rápida diante de emergências e reforça a credibilidade da carne paulista nos mercados mais exigentes do mundo. A sanidade animal é um ativo econômico fundamental para a competitividade do agro paulista”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
LEIA MAIS: Primeiro clone suíno da América Latina nasce em unidade da Secretaria de Agricultura de SP
A vacinação contra febre aftosa está suspensa desde 2024 em São Paulo, medida que integra uma estratégia nacional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Nesse contexto, o Fundesa-PEC surge para garantir uma resposta rápida ao pecuarista em caso de surto da doença.
“O fundo garante que o produtor notifique rapidamente qualquer suspeita de reintrodução da doença. Quanto mais rápido essa notificação ocorrer, mais rápidas serão as ações da Defesa Agropecuária. Assim, o foco pode ser contido mais cedo e o status de área livre sem vacinação pode ser retomado mais rapidamente”, explica Luiz Henrique Barrochelo, diretor da Defesa Agropecuária.
Com isso, o impacto sobre o volume de exportações é reduzido e diminuem os riscos de o pecuarista perder mercados. “Sabemos que a febre aftosa pode causar a eliminação do rebanho. Para que o produtor não fique no prejuízo, foi criado esse fundo, que garante ao produtor a indenização caso isso aconteça”, diz Barrochelo.
Com o Fundesa-PEC, o pecuarista é ressarcido pelo valor do rebanho. Assim, o Fundesa-PEC protege o patrimônio pecuário e evita colapsos financeiros em propriedades afetadas.
Sobre o Fundesa-PEC
A contribuição ao Fundesa-PEC é calculada com base no número de bovídeos declarados pelos produtores durante a atualização do rebanho, realizada em maio e novembro. O valor é estimado em cerca de R$ 1,06 por animal em 2026. O fundo fortalece o sistema de sanidade animal e ajuda a manter São Paulo como área livre de febre aftosa sem vacinação, condição importante para o acesso da carne paulista a mercados internacionais.