Prefeitura de Adamantina reforça alerta sobre os riscos e as consequências do uso de cerol e linha chilena
18/08/2026 15h25


Soltar pipa é uma atividade tradicional de lazer e recreação que pode proporcionar momentos de diversão para crianças, adolescentes, jovens e toda a família. Para que a brincadeira aconteça de forma segura, porém, é fundamental que pais, responsáveis e os próprios praticantes adotem todos os cuidados necessários.
A Prefeitura de Adamantina orienta a população a soltar pipas sempre em terrenos e locais abertos, seguros e afastados da fiação elétrica, além de manter distância de ruas movimentadas e de áreas de circulação de pessoas e veículos.
O principal alerta é para que nunca seja utilizado cerol ou linha chilena. Além de extremamente perigosos, esses materiais cortantes podem colocar em risco a vida e a saúde de outras pessoas.
Cerol e linha chilena podem causar acidentes graves e até mortes
Linhas cortantes representam perigo gravíssimo para motociclistas, ciclistas e pedestres, podendo provocar cortes profundos e fatais. Também existe o risco de choque elétrico quando a linha entra em contato com a rede de alta tensão.
Quando uma linha com cerol ou linha chilena cai sobre a fiação elétrica ou permanece nas ruas, ela pode se tornar praticamente invisível e atingir pessoas que transitam pelo local. Motociclistas e ciclistas estão especialmente vulneráveis, mas pedestres também podem ser atingidos. Até mesmo quem está dentro de um veículo pode correr risco, já que a linha pode entrar pela janela do automóvel.
O capitão Eder Bressan, comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar de Adamantina, reforça a importância da conscientização e dos cuidados durante a prática:
“Soltar pipa é uma atividade de lazer e pode ser muito divertida, mas precisa ser realizada com responsabilidade. O uso de cerol e de linhas cortantes, como a linha chilena, coloca em risco não apenas quem está soltando a pipa, mas principalmente motociclistas, ciclistas e pedestres. A Polícia Militar está atenta e realiza ações de fiscalização para coibir essa prática. Nosso pedido é para que pais e responsáveis orientem crianças e adolescentes e que todos tenham consciência de que uma brincadeira não pode colocar a vida de outras pessoas em perigo.”
Além dos riscos à integridade física, o uso de cerol ou linha chilena pode configurar crime no Brasil, por expor a vida ou a saúde de outras pessoas a perigo iminente. A conduta pode ser enquadrada no Artigo 132 do Código Penal, que prevê pena de detenção de três meses a um ano.
Caso a utilização desses materiais resulte em ferimentos graves ou morte, os responsáveis podem responder por crimes mais graves, conforme as circunstâncias, como lesão corporal ou homicídio.
Quando a prática é realizada por menores de idade, a conduta pode caracterizar ato infracional, sujeitando o adolescente às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Além da legislação federal, diversos estados e municípios possuem normas próprias que proíbem ou restringem a fabricação, comercialização e utilização de cerol e linhas cortantes, podendo estabelecer multas e outras penalidades para infratores e estabelecimentos comerciais.
Polícia Militar realiza operações de fiscalização
A Polícia Militar tem realizado operações constantes para combater o uso de cerol e de linhas cortantes, como a linha chilena, atuando na fiscalização e na prevenção de situações que possam colocar a população em risco.
A Prefeitura de Adamantina reforça o pedido para que todos tenham prudência, cuidado e cautela. Pais e responsáveis também têm papel fundamental na orientação das crianças, adolescentes e jovens, ensinando que a diversão deve acontecer em locais apropriados e sem colocar outras pessoas em perigo.
Soltar pipa pode continuar sendo uma atividade de lazer e recreação, desde que realizada com responsabilidade e segurança.
A orientação é clara: pipa, sim; cerol e linha chilena, nunca. A segurança de todos deve estar sempre em primeiro lugar.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ADAMANTINA
Diretor de Comunicação
Caio Vasques
Jornalista
Natacha Dominato