Quarentena decretada pelo Governo do Estado segura pico da pandemia e impede sobrecarga de leitos, aponta estudo

30/03/2020 17h51

Sem as medidas de contenção, seriam necessários 20 mil leitos hospitalares a mais apenas na capital, revela estudo do Instituto Butantan em parceria com o Centro de Contingência e a UnB

As medidas de contenção ao novo coronavírus, implementadas no estado pelo Governo de São Paulo, surtiram efeito e já seguram a disseminação da COVID-19, garantindo disponibilidade de leitos na rede hospitalar. Sem a quarentena decretada pelas administrações estadual e municipal da capital, o pico de casos de internação ocorreria já na primeira semana de abril e o sistema de saúde entraria em colapso.

A conclusão é de um estudo feito pelo Instituto Butantan, em parceria com o Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo e a UnB (Universidade de Brasília). Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (30), no Palácio dos Bandeirantes, durante entrevista coletiva do Governador João Doria.

“É uma explicação científica e fundamentada para mostrar a importância das medidas restritivas que foram adotadas em São Paulo. Peço mais uma vez às pessoas que fiquem em casa e preservem suas vidas. Nós teremos a oportunidade de recuperar a economia do Estado de São Paulo, o mais pujante do país. Mas, neste momento, a nossa prioridade é proteger vidas”, disse Doria.

Os resultados do estudo foram detalhados pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. Os dados mostram que, antes da quarentena, a velocidade de transmissão de casos era de uma pessoa para seis, o que exigiria acrescer 20 mil leitos à rede pública da capital paulista, dos quais 14 mil hospitalares e 6 mil de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

O Butantan e o Centro de Contingência já haviam divulgado, na última sexta-feira (27), que as medidas de restrição vigentes reduziram os índices de contágio. A taxa era de uma pessoa para três em 20 de março e caiu de uma para duas pessoas em 25 de março.

A cidade de São Paulo possui cerca de 6 mil leitos hospitalares e outros mil de UTI. Com a redução do contágio, em razão do distanciamento social, o pico de internações na capital pelo novo coronavírus está projetado para a última semana de abril e, conforme o estudo, a necessidade de acréscimo de leitos à rede será substancialmente menor, sem colapsar o sistema.

Ainda segundo projeções realizadas por epidemiologistas do Instituto Butantan, sem as medidas de restrições do Governo de São Paulo, a epidemia de coronavírus no Estado duraria 180 dias, contados desde fevereiro – quando o primeiro caso foi registrado -, e terminaria em setembro. Nesse cenário, seriam ao todo 277 mil mortes, 1,3 milhão de hospitalizados e 315 mil casos graves com necessidade de internação em UTI. Já com as medidas adotadas, o número poderá chegar a 670 mil hospitalizações e 147 mil casos graves.

Assessoria de Imprensa
Secretaria Especial de Comunicação

 

Expedição técnica da FAI diagnostica graves danos ambientais e poluição hídrica no Córrego Taipus

30/03/2026   16h53 Levantamento é coordenado pelos professores Dr. José Aparecido dos Santos e Dra. Josiane Lourencetti Por Prof. Dr. José Aparecido dos Santos Alunos e

FAI abre inscrições para curso de inglês online gratuito voltado à comunidade acadêmica e externa

30/03/2026   15h08 Com duração de três meses, aulas de nível iniciante têm vagas limitadas; prazo para se inscrever termina no dia 5 de abril Por

Unidade móvel da Energisa realiza atendimentos na Estação Recreio em Adamantina

30/03/2026   17h38 A Prefeitura de Adamantina informa que a unidade móvel da Energisa está no município realizando atendimentos à população na Estação Recreio. A ação

Prefeitura de Adamantina firma convênio com a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia e avança na inovação educacional

30/03/2026   17h27 A Prefeitura de Adamantina oficializou a assinatura de um importante convênio na área da Educação com a Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, consolidando

00:00